Um grande encontro: Jubileu Filho e Orquestra Sinfônica do RN saúdam a Cultura Popular com música de Luiz Gonzaga e Zé Dantas

O mês de agosto marca uma das principais vertentes da identidade de um povo por se comemorar o Dia do Folclore (22 de Agosto), e é com esse mote que a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte – OSRN, através do projeto Movimento Sinfônico, se reúne,remotamente, com o multi- instrumentista Jubileu Filho numa versão exclusiva da música “Derramaro o Gai” para a série Vídeo Homenagem,transmitida no canal oficial da OSRN, no YouTube, na próxima quarta-feira (25), às 20h.

O Dia do Folclore é celebrado em todo o mundo desde que a palavra foi inventada (1846) pelo escritor inglês William John Thoms, que fez a junção de “folk” (povo, popular) com “lore” (cultura, saber), surgindo, assim, o folklore, uma referência aos fenômenos culturais típicos de um povo. Então, o objetivo é garantir a preservação de uma cultura popular. No Brasil, os vários elementos podem ser identificados na dança, nos personagens, nas festas e nos ritmos, como no frevo, maracatu, forró, baião, etc.

No Nordeste, o grande nome que ascende e abarca todo o país, é o do rei do baião, Luiz Gonzaga; E, por aqui, em ares potiguares, uma importante referência para a música popular é o multi-instrumentista, Jubileu Filho, diretor musical e compositor de canções que circulam pelas redes como verdadeiros hits, como é o caso de “Choro do Elefante”, que já ultrapassou meio milhão de visualizações.

Na série Vídeo Homenagem, a OSRN busca trazer boa música, histórias importantes, memórias e promover encontros. O agraciamento deste mês é para a cultura popular, através da escolha da música “Derramaro o Gai” (1950), composição de Luiz Gonzaga, junto com um dos seus maiores parceiros, o melodista e letrista Zé Dantas. No vídeo, a canção é executada com solo de Jubileu Filho.

“Eu nesse côco não vadeio mais, apagaro o candeeiro e derramaro o gai”, a estrofe é uma forte alusão sobre a vida sertaneja: “Há, na música, uma relação ao cotidiano sertanejo, as danças típicas, os festejos e, de alguma forma, todo sertanejo e sertaneja, sabe bem a importância que foi o candeeiro para iluminar a vida. Luiz Gonzaga e Zé Dantas retratam isso com alegria e nordestinidade nessa composição”, comenta a diretora de produção da Orquestra, Tatiane Fernandes, e acrescenta sobre a participação de Jubileu, “ele é um ícone da música instrumental, reconhecido internacionalmente e, tem como seu principal instrumento a guitarra, um símbolo da música pop que surgiu no século XX e que, no Brasil, é um timbre muito presente no cancioneiro popular”, explica a diretora.

Jubileu Filho começou sua trajetória aos 11 anos de idade tocando em bandas de baile no RN. Durante todos os seus anos de carreira, acompanhou em shows e gravações vários artistas do cenário regional, nacional e internacional; lançando seu primeiro CD solo em 2003.  Ganhou por dois anos consecutivos (2018 e 2019) o Prêmio Hangar de Música, na categoria Produtor Musical do Ano e foi o homenageado do Festival Música Potiguar Brasileira promovido pela UFRN e FM Universitária de Natal-RN.

“Me sinto honrado pelo convite do maestro Linus para fazer parte desse trabalho. E, mesmo virtualmente, é a realização de um sonho, ainda mais por homenagear o eterno rei do baião. Para mim, que sou autodidata e com 36 anos de experiência de palco, gravações, produção e direção musical, é como se tivesse tirando um diploma de graduação em música”, Jubileu comenta empolgado.

A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte tem o Governo do Estado do RN como seu principal mantenedor. A temporada 2021 é realizada através do projeto Movimento Sinfônico por meio do patrocínio via incentivo fiscal da Companhia Energética do Rio Grande do Norte – Cosern e Instituto Neoenergia, mediante Lei Câmara Cascudo do Governo do Estado do RN, da Unimed Natal, Hospital do Coração e Prefeitura do Natal, por meio da Lei Djalma Maranhão; Apoio G7 Comunicação. O projeto Movimento Sinfônico é uma realização da OSRN / Fundação José Augusto e da MAPA Realizações Culturais.

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