São Gonçalo do Amarante: 60 anos de sua última e definitiva emancipação política

Por William Medeiros.

Com mais de 300 anos de história, a cidade de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal, comemora nesta terça-feira (11), 60 anos de sua última e definitiva emancipação política. O município deixou de ser Vila de São Gonçalo, pertencente a Macaíba, em 1958, através da Lei nº 2.323. Até chegar nesse marco, a cidade já tinha sido emancipada em 1874 e 1890.

Apesar de o processo de repovoamento da Vila de São Gonçalo ter antecedido em 1710, sua criação aconteceu em 11 de abril de 1833, no governo de Manoel Lobo de Miranda. Em março de 1868, o então governador da província, Gustavo Adolfo de Sá, suprimiu o município, incorporando seu território ao município de Natal. Em agosto de 1874, São Gonçalo restaurado a categoria de município.

Cinco anos depois, no dia 7 de novembro de 1879, mais uma vez São Gonçalo deixa de município e foi transferido para, até então, Vila de Macaíba. Em março de 1890, São Gonçalo desmembra-se de Macaíba e se torna outra vez um município. Já no ano de 1938, por meio do decreto nº 457 de 29 de março, o então governador do estado, Dr. Rafael Fernandes Gurjão, elevou a vila de São Gonçalo a categoria de cidade.

Tendo passado mais de meio século, o município foi suprimido mais uma vez, através do Decreto nº 268 de 30 de dezembro de 1943. Dessa vez, o município teve seu território dividido entre as cidades de São Paulo do Potengi e Macaíba. São Gonçalo deixa de ser cidade e passa a ser chamada Vila de Felipe Camarão.

Em conversa com a professora Iaponira Peixoto de Brito, uma das mais importantes pesquisadoras dos aspectos socioeconômicos do município, lembrou as personalidades que trabalharam pelo processo de emancipação definitiva, ocorrido em 11 de dezembro de 1958, por meio da Lei nº 2323. “É muito importante destacarmos os nomes que atuaram nesse processo de emancipação, dos quais eu menciono o senador Luis de Barros; o ex-prefeito do município, Manoel Soares da Câmara; o deputado Gilberto Tinoco; o Cel. José Reinaldo Cavalcanti; as duas irmãs Alzira e Paulina Queirós e o vereador Silvio Pontes”, enfatizou.

De acordo com Iaponira, o Massacre ocorrido em Uruaçu no ano de 1645 é um dos principais marcos da história de São Gonçalo. Além disso, ela ressalta a cultura como forte instrumento de transformação na cidade. “Expressões como o Boi de Reis Pintadinho, o Pastoril, o Congo de Calçolas, o Bambelô e o Grupo Para Folclórico Coco do Calemba fizeram a cidade ser reconhecida como berço da cultura popular do Rio Grande do Norte”, disse.

De São Gonçalo saíram grandes artistas, como a maior romanceiro do Brasil, reconhecida internacionalmente, Dona Militana. Em 2012, o Galo Branco de Dona Neném, tornou-se símbolo da cultura de São Gonçalo. A gastronomia também eleva o nome do município; é o caso do camarão de Pajuçara, como é conhecido, faz do lugar um importante polo gastronômico da região.

A cidade atualmente é uma das que mais crescem em todo estado. Com mais de 110 mil habitantes, São Gonçalo do Amarante tem recebido inúmeros empreendimentos desde a chegada do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em 2014.

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